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terça-feira, 27 de abril de 2021

Pe. Gianfranco Graziola: Ressuscitar é se deixar tocar pela misericórdia de Deus

 

Fiquei impressionado mais uma vez pela capacidade de Papa Francisco que, seja os teólogos e como os adeptos do fundamentalismo religioso consideram fraco e insignificante, em nos dar em poucas pinceladas o sentido da MISERICÓRDIA DIVINA.

É importante entender de onde vem aquela palavra que, para Jorge Mário Bergoglio, hoje Francisco, bispo de Roma é quase uma obsessão ao ponto que ela volta constantemente nos seus discursos e por ela forjou até um verbo: «misericordeando». E digamos foi até além convocando um ano jubilar extraordinário dedicado a um tema que em sua vida é central já visualizado por seu predecessor São João Paulo II ao fazer do II domingo da Páscoa o Domingo da Misericórdia Divina. A MISERICÓRDIA centro e motor de uma ação pastoral e eclesial da Igreja em saída, não mais autorreferencial, não mais dona de uma verdade estéril, simplesmente acadêmica , mas rica de uma experiência que vem da Igreja das periferias, enlameada, hospital de campanha, onde ela se faz samaritana, companheira de viagem, mesmo numa realidade turbulenta, trocando impressões sobre os acontecimentos do tempo presente, cuidando das doenças e das chagas das pessoas
de nosso tempo e colocando na prática do dia a dia a revolução da ação redentora do próprio Jesus cuja preocupação não era a lei, mas a pessoa.

Para compreender melhor qual é a raiz que sustenta e anima a Francisco, devemos ir até seu lema episcopal «Miserando atque eligendo» . Ele partindo da vocação e chamado do publicano Mateus e de uma homilia de São Beda, o Venerável, monge beneditino, doutor da Igreja sobre os Evangelhos, relê neste fato o chamado que Deus lhe faz: «Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: “Segue-Me”».

Não o viu tanto com os olhos do corpo, quanto com o seu olhar interior, cheio de misericórdia. Jesus viu um publicano, compadeceu-Se dele, escolheu-o e disse-lhe: «Segue-Me», isto é, imita-Me. Convidou-o a segui-lO, mais que com os passos, no modo de viver. Porque «quem diz que permanecem Cristo deve também proceder como Ele procedeu» (1Jo 2,6).

Mas Francisco, não parou por aqui, ele continua deixando-se olhar pelos olhos compassivos do mestre experimentando constantemente sua misericórdia, que por sua vez doa mesmo a quem, como o cardeal Becciu se desviou do caminho, celebrando com ele a Ceia do Senhor da última quinta Feira Santa. De fato, o bispo de Roma é profundamente convencido que as transformações dos discípulos do Senhor acontecem a partir de fatos concretos que expressem e façam experimentar o abraço paterno, materno, carinhoso e misericordioso de Deus.

Ele expressou isso mais uma vez isso na homilia do II Domingo da Páscoa – Domingo da Misericórdia Divina. Após sua ressurreição, ele disse que, Jesus realiza a «ressurreição dos discípulos»; e estes, solevados por Jesus, mudam de vida. E isso não acontece antes, apesar de muitas palavras, exemplos do Senhor, mas agora, depois da Páscoa isso acontece e se verifica sob o signo da misericórdia. Jesus levanta-os com a misericórdia. Sim, levanta-os com a misericórdia e eles, obtendo misericórdia, tornam-se misericordiosos.

E Francisco afirma que os discípulos e nós recebemos a MISERICORDIA através de três dons que Jesus nos faz: a PAZ, o ESPÍRITO, as suas CHAGAS. Em primeiro lugar, DÁ-LHES A PAZ. Não traz uma paz que, de fora, elimina os problemas, mas uma paz que infunde confiança dentro. Não uma paz exterior, mas a paz do coração. Aqueles discípulos desanimados recuperam a paz consigo mesmos. A paz de Jesus fá-los passar do remorso à missão. De facto, a paz de Jesus suscita a missão. Não é tranquilidade, nem comodidade; é sair de si mesmo. A paz de Jesus liberta dos
fechamentos que paralisam, quebra as correntes que mantêm o coração prisioneiro.

Deus não os condena, nem humilha, mas acredita neles. É verdade! Acredita em nós mais do que nós acreditamos em nós mesmos. «Ama-nos mais do que nos amamos a nós mesmos».

Em segundo lugar, Jesus usa de misericórdia com os discípulos OFERECENDO-LHES O ESPÍRITO SANTO. Os discípulos eram culpados; fugiram, abandonando o Mestre. E o pecado acabrunha, o mal tem o seu preço. Só Deus o elimina; só Ele, com a sua misericórdia, nos faz sair das nossas misérias mais profundas. Como aqueles discípulos, precisamos de nos deixar perdoar, precisamos de dizer do fundo do coração: «Perdão, Senhor». Precisamos de abrir o coração, para nos deixarmos perdoar. O perdão no Espírito Santo é o dom pascal para ressuscitar interiormente.

O terceiro dom com que Jesus usa de misericórdia com os discípulos: APRESENTA-LHES AS CHAGAS. Com a misericórdia. Naquelas chagas, como Tomé, tocamos com a mão a verdade de Deus que nos ama profundamente, fez suas as nossas feridas, carregou no seu corpo as nossas fragilidades. As chagas são canais abertos entre Ele e nós, que derramam misericórdia sobre as nossas misérias. As chagas são os caminhos que Deus nos patenteou para entrarmos na sua ternura e tocar com a mão quem é Ele. E deixamos de duvidar da sua misericórdia. E isso acontece em cada missa onde Jesus nos oferece o seu Corpo chagado e ressuscitado: tocamo-Lo e Ele toca as nossas vidas. E tudo nasce daqui, da graça de obter misericórdia. Daqui começa o caminho cristão.
Só se acolhermos o amor de Deus é que poderemos dar algo de novo ao mundo. Assim fizeram os discípulos: tendo obtido misericórdia, tornaram-se misericordiosos. «Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum» (4, 32). Não é comunismo, mas cristianismo no seu estado puro.

Viram no outro a mesma misericórdia que transformou a sua vida. Descobriram que tinham em comum a missão, que tinham em comum o perdão e o Corpo de Jesus: a partilha dos bens terrenos aparecia-lhes como uma consequência natural. E Francisco nos exorte e convida com força: «Não vivamos uma fé a meias, que recebe, mas não dá, que acolhe o dom, mas não se faz dom. Obtivemos misericórdia, tornemo-nos misericordiosos. DEIXEMO-NOS RESSUSCITAR PELA PAZ, O PERDÃO E AS CHAGAS DE JESUS MISERICORDIOSO. Só assim anunciaremos o Evangelho de Deus, que é Evangelho de misericórdia».

Pe. Gianfranco Graziola, IMC

Fonte: Pastoral Carcerária JF

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Em artigo, Padre Bosco reflete sobre o início da Quaresma

 CINZAS
PE BOSCO
17/02/2021

Hoje iniciamos a Quaresma com as cinzas. As cinzas são o que seremos. Lembrar que somos apenas pó. Quando o corpo é cremado, se transforma imediatamente em cinza. Nossa vida terrena só será eterna depois de passarmos por esta terra, se aderimos a Cristo.

A nossa igreja nos recomendou colocar as cinzas em nossas cabeças, sem a cruz de cinza, como sempre se fez por conta da pandemia. Todos voltam da igreja no dia de hoje sem o sinal externo da cinza. Pensando bem, existe uma coerência ou sintonia com o evangelho.

Jesus recomenda que tudo seja feito da forma mais anônima possível, citando o jejum, a oração e a caridade, para que os outros não vejam mas somente o Pai do céu. Fazer para aparecer significa não ter a recompensa de Deus. Como acontecia nos anos passados, a cinza deste ano também está invisível em nossas cabeças, não na testa, e até caindo nos olhos.

Que este gesto possa falar para além dele ao nosso coração. O convite para a nossa conversão é-nos dirigido todos os anos: mudar a forma de pensar e agir. A mente e o coração devem ser modificados para que a nossa forma de viver também seja nova.

Pensar como Jesus, amar com Jesus, viver como Jesus. Ele é a nossa paz. Se não o temos como referência de nossas vidas, não temos nenhuma vida cristã em nós, mesmo que exteriormente nos identifiquemos como cristãos.

É tempo de mais oração, se seguida de uma verdadeira mudança, que pode ser até uma experiência de morte para uma vida realmente nova, um nascer de novo. (João 3)

Fonte: Pastoral Carcerária Nacional

terça-feira, 9 de julho de 2019

Assim foi a ordenação de um sacerdote dentro de uma prisão no México

 

O Arcebispo de Monterrey (México), Dom Rogelio Cabrera, ordenado sacerdote Gabirel Zul Mejia dentro de uma prisão na sexta-feira, 27 de julho.
A ordenação, celebrada ao meio-dia no Centro de Reabilitação Social (CERESO) de Apodaca, localizado no estado de Nuevo León, foi a primeira realizada dentro de uma prisão.
Foi o próprio Pe. Zul Mejía que pediu para ser ordenado dentro de uma prisão. Conhecendo a dura história de vida do novo sacerdote, Dom Cabrera aceitou seu pedido.
Pe. Gabirel Zul Mejía cresceu em um bairro pobre de Monterrey, no norte do México, e desde pequeno se envolveu na violência das quadrilhas.
Esta violência o levou a permanecer alguns dias na prisão. Mas ali, no local menos esperado para ele, sentiu de perto a misericórdia de Deus.
“Foi onde eu tive o meu encontro com Deus”, disse há um mês o sacerdote recém-ordenado. “Os irmãos internos realizaram comigo o que eu conheço agora como obras de misericórdia”, assegurou.
Algum tempo depois, ele se aproximou da Igreja e sentiu o chamado da vocação. Depois de 10 anos de formação, finalmente chegou o dia da sua ordenação.
Ao presidir a Missa e a ordenação de Pe. Zul Mejía, Dom Cabrera destacou que, "de alguma maneira, este lugar é a Catedral de Monterrey que se transfere a este edifício, porque onde está a Igreja, está a Eucaristia, e onde está a Eucaristia, está o sacerdote".
O Prelado encorajou o novo sacerdote a lançar o olhar para longe com esperança, amar sem exclusões e celebrar a Eucaristia, “porque tudo o que você fizer deve se referir à Eucaristia".
Além disso, destacou que o seu amor deve ser “sem preconceito, sem condenações, não excludente, que olhe para as pessoa pelo valor que elas têm.
"Ânimo, Gabirel, Deus coloca nas tuas mãos tesouros inimagináveis", expressou.
Depois da celebração da Missa, Pe. Zul Mejía entregou bíblias e terços aos internos.
Dom Rogelio Cabrera anunciou em sua conta de Twitter que o novo sacerdote "dedicará grande parte do seu ministério à pastoral penitenciária" e encorajou os fiéis a "rezar por ele".

Texto: Site Acidigital

quinta-feira, 4 de julho de 2019


Um santo não tão popular, mas com um legado de fé que nos ensina que para Jesus, todos que se arrependerem serão salvos. Na bíblia sagrada ele não é tão mencionado, mas, foi Cristo quem o consagrou, em um dos momentos mais marcantes de suas vidas: a crucificação. Dimas é conhecido como o “bom ladrão”, e aparece no evangelho de Lucas, no entanto, é tido como um personagem sem nome.

 
São Dimas foi um dos ladrões crucificados ao lado de Cristo. A história conta que ele e mais dois ladrões estavam a caminho do Egito quando encontraram a Família Sagrada. Os dois bandidos praticaram o roubo, mas o terceiro não permitiu que os outros fizessem mal aos pais e àquela criança. Foi Dimas quem, mesmo sem saber de quem se tratava, protegeu José, a virgem Maria e o Menino Jesus.

Anos mais tarde, como forma de pagar pelos seus crimes, ele foi condenado a morte, à crucificação. Lá estavam: Jesus, Dimas e mais um ladrão. Dimas e o amigo, estando ao lado de Cristo, começaram a zombar do Senhor. O amigo questionava que se Jesus fosse mesmo o salvador, que salvasse ele próprio e os dois bandidos. De repente Dimas, que também caçoava de Jesus, muda de opinião dizendo: "Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lucas 23:39-43). Pelo seu arrependimento pouco antes de morrer, Dimas foi o primeiro a adentrar os céus ao lado de Cristo.

O santo é o padroeiro dos presos e das casas penitenciárias. Sua divindade também é invocada para a proteção das casas contra roubos. A Igreja Católica comemora no dia 25 de março o dia do padroeiro, pois essa data é tida como o dia da crucificação do Senhor. Ele também é o protetor dos pecadores, que nos últimos instantes de vida, arrependem-se e clamam pelo perdão.
Texto: Sagrada Família

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Nossa Senhora de Fátima, 100 anos de aparição e graças

Queridos irmãos, agora vamos conhecer um pouco da história de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, mais conhecida como Nossa Senhora de Fátima. Sua festa é celebrada dia 13 de maio, fazendo referência à sua primeira aparição ocorrida em 13 de maio de 1917 na Cova da Iria, Fátima em Portugal.

Segundo nos conta a história, em 13 de maio de 1917, Lúcia de Jesus, 10 anos, Francisco Marto, 9 anos e Jacinta Marto, 7 anos, após a Missa na igreja de Aljustrel, lugarejo de Fátima, foram pastorear o rebanho de ovelhas nas terras do pai de Lúcia, na Cova da Iria. De um momento para o outro do céu desceu uma luz semelhante à de um relâmpago que findava em uma pequena árvore, sobre a qual apareceu a mãe de Deus. Lúcia disse que a mãe de Deus estava vestida toda de branco, de um branco mais brilhante que o sol, mais branco que a neve, parecendo ser tecido de fios de luz. O rosto dela era de beleza incomparável, não expressava nem alegria e nem tristeza, sim, seriedade.  

Acima da árvore havia uma nuvem onde a senhora estava. Seu manto tinha ouro nas bordas, de suas mãos pendia um rosário de contas semelhantes a pérolas. Ela trazia as mãos ao peito em posição orante. Nesta aparição a Senhora disse aos pequenos que viesse até o local seis meses seguidos, sempre no dia 13 e na mesma hora. Disse também que viria ainda uma sétima vez. Às crianças a mãe de Deus disse: “Ide, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto” e acrescentou : “Rezem o Terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”. Em seguida, Nossa Senhora se elevou serenamente, subindo em direção ao nascente, até desaparecer no Céu.
Segundo a promessa nos meses seguintes a Senhora veio até os jovens pastores e insistia na importância da oração do terço para salvação das almas e libertação das guerras. Em uma dessas aparições identificou-se como Senhora do Rosário. Nossa Igreja, então, a intitulou com o nome de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Queridos irmãos, a história de Nossa Senhora do Rosário de Fátima é extensa e muito interessante, vale a pena ser lida e é exemplo para nós. Nesse ano de 2017, estamos jubilosos porque celebramos cem anos de sua aparição aos pequenos pastores, como gratidão a ela rezemos pedindo a Deus a graça de sermos filhos obedientes a seu filho Jesus.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Nossa Senhora de Lourdes – Rainha do Santo Rosário

A devoção a Maria com o título de Nossa Senhora de Lourdes começou em 1858, na pequena vila de Lourdes, França. Era 11 de fevereiro de 1858 quando três amigas a pedido dos pais foram buscar lenha. Eram elas: Bernadete Soubirus de 14 anos, sua irmã Marie Toinette de 11 anos e a amiga Jeane Abadie, de 12 anos. 

A caminho do rio Gave, passaram por uma gruta. Ali, Bernadete ouviu a voz de uma mulher chamando-a carinhosamente. A voz vinha de dentro da gruta. Curiosa e obediente, Bernadette entrou e viu a figura de uma jovem senhora vestida de branco, com uma faixa azul na cintura e um rosário de contas de pérolas em sua mão.

As três começaram a rezar juntas, e pouco depois, Maria desapareceu. Por um período de cinco meses, Nossa Senhora de Lourdes apareceu para as três meninas, sempre marcando o dia e a hora que iria reaparecer. 

A notícia se espalhou e muitas pessoas foram à gruta querendo ver Nossa Senhora de Lourdes, mas não adiantava só aquelas três meninas viam, o que gerou muita desconfiança e dúvida na população. Muitas vezes Bernadete foi vítima de agressões e zombarias feitas pela população.

O governo da frança se envolveu na polêmica e interditou a gruta por um determinado tempo. Nessa ocasião, Bernadete porém, fortalecida pela graça de Deus, se manteve firme e insistia que Nossa Senhora pediu para que se construísse uma capela no local das aparições.

Devido a descrença do povo, a Senhora de Lourdes, em uma de suas últimas aparições, disse a Bernadete que fosse à gruta em determinado dia e hora e começasse a cavar o chão com as próprias mãos. Bernadete assim fez e no local onde ela cavou, começou a brotar água e nunca mais parou. No entanto se sabia que ali era um lugar seco onde jamais tivera fonte de água. Ao saber da água que brotou na gruta, o povo começou a ir até lá em busca de cura. Então, começaram a acontecer curas inexplicáveis entre o povo que se banhava nas águas da gruta. Curas de pessoas deficientes físicas, paraplégicos e de enfermidades incuráveis, confirmadas por médicos e cientistas. As curas, aliás, nunca deixaram de acontecer em Lourdes até hoje. 

No ano de 1876 foi edificada a Basílica de Lourdes no local em que Maria havia aparecido. Um local que recebe anualmente milhões de peregrinos do mundo inteiro. Hoje este Santuário está em uma área com várias Igrejas e outras instituições construídas em torno da gruta. Bernadete foi Canonizada pelo Papa Pio XI no dia 8 de dezembro do ano de 1933 e Lourdes tornou-se um dos maiores locais de visitação dos peregrinos do mundo todo.
A grande mensagem de Nossa Senhora em Lourdes é uma mensagem de conversão e de penitência. Nossa Senhora chamou insistentemente que aqueles que estão distantes de Deus voltem para a casa do Pai, pois estamos num tempo de grandes dificuldades. Rezem o terço, façam penitência e convertam-se, esta é a grande mensagem de Lourdes. Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!


ORAÇÃO

Ó Virgem Puríssima, Nossa Senhora de Lourdes, que vos dignastes aparecer a Bernadette, no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala, e nós falamos com Ele. Ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz da alma, que nos ajudam a conservar-nos sempre unidos em Deus. Nossa Senhora da gruta, dai-me a graça que vos peço e tanto preciso, (pedir a graça). 

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós.

Seminarista Jadai Leandro


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

São Nicolau – O bom velhinho

São Nicolau, comemorado dia 6 de dezembro, é muito amado pelos cristãos e mais ainda pelas crianças que o denominam papai Noel. Era filho de família de posses, e de vida de oração, nasceu no ano 275 na cidade de Pátara, na Ásia Menor. Ordenou-se padre para a diocese de Mira, onde com zelo evangelizava os pagãos, mesmo sendo ele e os cristãos perseguidos.

Muito caridoso certa feita recebeu uma importante quantia de dinheiro e a distribuiu entre os mais necessitados, ajudou moças que deveriam a mando do pai se prostituir para constituir o dote do casamento, fazendo isso de forma anônima pois jogava em suas janelas bolsas cheias de dinheiro suficientes para o dote. 

Por sua trajetória de amor e zelo pelo povo de Deus é sagrado Bispo de Mira, conquistando a todos do lugar com sua vida de oração, zelo e seu carisma de milagres.
Consta também nos relatos históricos que foi preso por conta da perseguição aos cristãos, sendo julgado e condenado a morte. Contudo felizmente em 313 foi salvo pela publicação do edito de Milão, que concedia anistia religiosa.

Em Nicéia, durante a realização do Concilio, São Nicolau viu ser declarada a consubstancialidade de Jesus em relação ao Pai.  Colaborando muito para o andamento deste concilio.

Ele vendo a pobreza da época, observou que as crianças pobres não podiam ganhar presentes pela ocasião do natal, saia então pelos países do norte da Europa, vestido com suas roupas corais, próprias de um bispo, e entregava brinquedos às crianças, os quais ele mesmo confeccionava em uma oficina improvisada.

O tempo foi passando e o mundo comercial distorceu a história de São Nicolau, o bom velhinho, um bispo, virou um senhor que usa roupas vermelhas e incentiva a compra desenfreada de presentes que as vezes nem são necessários e faz com que se esqueça o verdadeiro sentido do natal, o nascimento de Jesus, o nosso maior presente. 

Esse querido Santo, o bom velhinho, é para nós exemplo de carinho, de bondade, de fraternidade. E para muitos que algum dia se perguntaram, eis a resposta, sim papai Noel existiu, só não era da forma que você pensava.

Que Jesus motivo maior do natal, seja seu presente e esteja sempre presente em sua vida. Aos queridos leitores e família, um abençoado natal, cheio de paz e amor.

São Nicolau, rogai por nós!


Seminarista Jadai Leandro Alves


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

300 de bênçãos, 300 da aparição


Queridos leitores, 12 de outubro a igreja celebra o dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil. No próximo ano, 2017, estaremos comemorando 300 anos de aparição de nossa mãe morena. Para bem celebrarmos essas datas queremos relembrar um pouco de sua história. A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida data de meados de 1717. Três pescadores, após diversas tentativas de pegar algum peixe, quase desistindo, sentem que na rede existe alguma coisa e então constatam que se tratava de uma imagem sem cabeça. Logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

A santinha foi pelos pescadores reverenciada, já por ter intercedido e o milagre da pesca ter si dado. Ela então foi passando de pai para filho, um oratório simples foi montado, onde amigos e família se reuniam para, aos sábados, render graças a Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.
Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha). No ano de 1894, chegam os redentoristas para cuidar da Basílica e dos romeiros.


A primeira Basílica também torna-se pequena. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o “maior Santuário Mariano do mundo”.


Seminarista Jadai Leandro

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Santo Antônio de Pádua

O nome original de Santo Antônio era Fernando de Bulhões. Ele nasceu em 1195, em Lisboa, numa família nobre e rica. Educado em Coimbra, tornou-se membro da Ordem de Santo Agostinho e foi ordenado sacerdote aos 25 anos. Nesse tempo, a fama de Francisco de Assis já percorria Portugal.

Em 1220, a chegada a Coimbra das relíquias de cinco mártires franciscanos mortos no Marrocos levou o jovem a entrar para a ordem dos franciscanos. Ele adotou o nome de Antônio e partiu para o Marrocos. Contudo, mal chegou ao país, ficou doente e teve que retornar a Europa.

Desejoso de conhecer Francisco de Assis foi à Itália. Depois do encontro, foi designado para lecionar teologia aos frades de Bolonha e com apenas vinte e seis anos de idade, foi eleito provincial dos franciscanos do norte da Itália. Antônio aceitou o cargo, mas nele não permaneceu, pois sua vontade era pregar pelas vilas e cidades, atendendo aos necessitados. Assim percorreu várias regiões da Itália e do sul da França.

Antônio morreu em 13 de junho de 1231, nos arredores de Pádua, na Itália, com apenas trinta e seis anos de idade. Ali foi sepultado numa basílica que se tornou lugar de peregrinação. Ele foi canonizado no ano seguinte pelo papa Gregório IX.

São milhares os relatos de milagres, como a pregação aos peixes, e graças alcançadas rogando seu nome. Padroeiro de Pádua e de Lisboa, ele é venerado por ajudar a arranjar casamentos e encontrar coisas perdidas. Na arte ele é representado como um jovem cândido, com o hábito franciscano, segurando um lírio e carregando o menino Jesus. Enfim, Santo Antônio é o padroeiro de nossa Arquidiocese de Juiz de Fora, que ele rogue a Deus por nossos irmãos encarcerados.

domingo, 20 de março de 2016

Vida de Santo

São Dimas - o Bom Ladrão e Jesus Cristo
Queridos leitores, a coluna Vida de Santo trará em todas as edições um pouco sobre a vida destes homens e mulheres que deram sua vida pelo evangelho, pela causa do irmão. Nesta edição, de forma especial, não seguiremos os santos do mês, falaremos de São Dimas, o bom ladrão, o santo padroeiro pela conversão de bêbados, jogadores e ladrões.

Dimas foi célebre ladrão. Exerceu o banditismo na Judéia. Era de origem egípcia, pagão, e não judeu. “Sobre a cruz – diz são João Crisóstomo – dois ladrões, imagem dos judeus e dos gentios. O ladrão penitente, a imagem do paganismo, andando primeiramente no erro, e voltando para a verdade. O que permanece ladrão até a morte é a imagem dos judeus até a hora da crucifixão andaram eles pelo caminho do crime. A cruz, porém os separa."